
O programa da herdade
Metade disto só é possível em parte do ano
A cortiça tira-se de meados de maio a agosto. O arroz semeia-se em abril e ceifa-se no fim de setembro. O sal apanha-se ao meio-dia, em julho. As pinhas caem no inverno. O programa segue esse calendário e não o nosso.
- Experiências
- 14, em quatro grupos
- A mais distante
- 46 km do portão
- A pé, da porta
- Cinco delas
- Sazonais
- Oito das catorze
O que isto é
Uma costa que trabalha, reservada à hora
Este trecho do Alentejo não é paisagem. É montado de sobro, bacia de arroz, estuário de sal e costa de pesca, tudo isso ainda em trabalho e tudo isso a menos de uma hora do portão.
Por isso o programa é feito do que está realmente a acontecer. Em julho pode estar-se num montado a 18 km do interior enquanto um tirador abre um tronco a machado e pinta no lenho descortiçado o último algarismo do ano — porque a próxima tirada naquela árvore é dentro de nove anos, e é esse número que o diz a quem passa. No fim de setembro ceifam-se os arrozais do Sado, na Comporta, e em abril semeiam-se e alagam-se. Nenhum dos dois se muda para servir uma terça-feira de fevereiro.
Cinco das catorze começam à sua própria porta. As restantes exigem carro, entre quinze minutos e uma hora, e nós levamos. Nada nesta página é uma demonstração montada para hóspedes: o tirador tira cortiça venha ou não alguém vê-lo, e a única coisa que combinámos foi que pode estar ali a assistir.
Os preços são por pessoa e indicativos. O serviço está incluído e as quatro experiências conduzidas pelas nossas próprias pessoas não levam qualquer margem.
- 14
- experiências no programa
- 4
- grupos, da duna à roda de um artesão
- 46 km
- a mais distante, nas salinas
- 10.4 km
- a travessia da duna, ida e volta
- 19 °C
- o Atlântico em setembro, no seu mais quente

Na herdade
Quatro destas não exigem mais do que sapatos, e duas acontecem enquanto o resto da herdade dorme. Cinco quilómetros de duna separam os pavilhões da linha de maré e nunca se construiu nada neles, razão pela qual ainda sustentam uma população — raposa, sacarrabos, geneta, texugo e um escaravelho das dunas que deixa um rasto parecido com um fecho-éclair.
Aqui nada é guiado por alguém a ler de um cartão. A caminhada na duna é conduzida pelo guarda-duna da herdade, que é quem repara o estorno; o rastreio é conduzido pelo ecólogo que escreve o relatório anual de habitat da herdade.
- A travessia faz-se duas vezes por dia: 06:40 e 18:00 de abril a setembro, 08:00 e 15:00 de outubro a março
- 10,4 km de ida e volta, com 164 m de subida acumulada em areia mole — mais exigente do que a distância sugere
- O candeeiro de rua mais próximo está a 6 km, em Melides, e é por isso que o céu funciona
- A pinha do pinheiro-manso leva três anos a amadurecer, pelo que uma colheita de inverno é uma colheita de 2023
A Travessia da Duna
Toda a largura da duna: 5,2 km até à linha de maré e outros tantos de volta, descalço no último trecho se assim o quiser, conduzida pelo guarda que repara o estorno. Pode voltar atrás em qualquer ponto, e o guarda acompanha a casa o par mais lento. De uma a dez pessoas; avise a receção até às 20:00 da véspera.
Rastos Antes do Pequeno-Almoço
Ler a noite na duna antes de o vento a apagar: raposa, sacarrabos, geneta, texugo, escaravelho. Conduzido pelo ecólogo que escreve o relatório de habitat da herdade, com os registos da semana anterior numa pasta. De duas a oito pessoas, 48 horas de aviso.
A Manhã do Pinhão
O pinhal de pinheiro-manso da herdade, a vara comprida e o trabalho lento de tirar um quilo de pinhão de um cesto de pinhas. Um quilo são cerca de cinquenta pinhas e uns quarenta minutos a descascar. De duas a dez pessoas, 72 horas de aviso.
Céu Noturno desde A Crista
O deck de cerimónias no cordão, um refletor de 150 mm e nenhuma luz num raio de 6 km. De setembro a abril, porque as noites são mais longas e o ar mais seco. Mantas e um termo do LUMAR. De duas a doze pessoas, 48 horas de aviso.

Na água
O Atlântico em frente à herdade está a 15 °C em fevereiro e a 19 °C em setembro, e a ondulação chega de noroeste durante a maior parte do ano. É essa a razão de o resort ter nove corpos de água quente, e é também a razão de o programa aquático ser franco quanto aos fatos de neoprene: 4/3 de novembro a maio, um shorty em agosto.
Atrás da praia a água acalma. A Lagoa de Melides é uma lagoa costeira com 3,1 km de margem, que o mar rompe na maioria dos invernos e volta a fechar em junho. Trinta e oito quilómetros a norte, o estuário do Sado acolhe uma população residente de cerca de trinta roazes-corvineiros, um dos muito poucos grupos residentes desta costa.
- Temperatura do mar: 15 °C em fevereiro, 17 °C em junho, 19 °C em setembro
- Fatos de neoprene: 4/3 de novembro a maio, 3/2 em junho e outubro, um shorty em agosto
- Cada experiência na água é decidida pelo arrais ou pelo instrutor até às 18:00 da véspera
- Um cancelamento é reembolsado na totalidade, no mesmo dia, sem nada a reclamar
A Lagoa em Água Lisa
Uma prancha de paddle em água que não se move, ao longo de 3,1 km de margem de caniço e areia, com o cordão de areia do lado do mar para atravessar a pé. Garças e, na primavera, as cegonhas que nidificam nos postes atrás da lagoa. De uma a oito pessoas, 24 horas de aviso.
Os Roazes do Sado
Sair pela boca do estuário com um arrais licenciado para as águas que o grupo residente usa — cerca de trinta animais, presentes todo o ano, razão pela qual ninguém promete avistamentos e o arrais lhe diz as probabilidades naquela manhã. De duas a dez pessoas, cinco dias de aviso.
Beach Break às Primeiras Luzes
Um beach break de fundo de areia e ninguém nele às sete da manhã, dois instrutores para seis pessoas, pranchas e fatos levados pelos instrutores em vez de carregados por cima da duna. Primeira vez ou quarta vez; os instrutores dividem o grupo pelo que cada um já sabe fazer. De uma a seis pessoas, 24 horas de aviso.
A Chata das Ostras
Uma chata até aos viveiros na maré baixa, com o homem que os trabalha, botas calçadas e oito ostras abertas na borda, com um copo de alguma coisa fresca. De outubro a abril, porque é quando o estuário está mais frio e as ostras estão no seu melhor. De duas a oito pessoas, cinco dias de aviso.

Interior: cortiça, arroz, sal
Vinte minutos para leste e a duna passa a montado — sobreiral aberto de pastagem, uma paisagem cultivada que é, ao mesmo tempo, um dos habitats mais ricos da Europa. Um sobreiro é descortiçado pela primeira vez por volta dos vinte e cinco anos e, a partir daí, a cada nove anos, à mão, a machado, entre meados de maio e o fim de agosto, quando a árvore está em crescimento e a casca sai sem rasgar o câmbio. O último algarismo do ano vai para o tronco a tinta branca. É esse o sistema de registo todo, e funciona.
A norte daqui o Sado aplana-se em arroz. Os arrozais da Comporta semeiam-se em abril, alagam-se e ceifam-se no fim de setembro, e os marachões entre eles somam cerca de 25 km. Mais acima no estuário, as salinas continuam a trabalhar à maneira antiga: água do mar passada por cinco talhos de evaporação ao longo de uns vinte e cinco dias, e a flor de sal levantada da superfície à mão, com um rodo de madeira, antes de o vento da tarde a devolver.
- Cortiça: descortiçada a cada nove anos, só de meados de maio ao fim de agosto, nunca num ano de seca
- Arroz: semeado em abril, ceifado no fim de setembro; 25 km de marachões na Comporta
- Sal: cinco talhos, cerca de 25 dias, flor de sal levantada à mão ao meio-dia
- Os flamingos-comuns alimentam-se nas salinas ao longo do verão, o que é, por si só, uma razão para ir
A Tirada da Cortiça
Dois tiradores, um machado cada, uma árvore aberta pela última vez há nove anos e o som que o sobreiro faz quando a casca se solta. Vão dizer-lhe para não tocar no machado e vai querer tocar. Sapato fechado; em julho o montado tem carraças. De duas a doze pessoas, sete dias de aviso.
Arroz, Areia e Água
Abril para a sementeira e o alagamento, fim de setembro para a ceifa, e nada no meio, porque no meio um arrozal é um campo de água. A pé pelos marachões e, depois, um prato do próprio arroz cozinhado como o cozinha quem o cultiva. De duas a dez pessoas, cinco dias de aviso.
As Salinas ao Meio-Dia
Meio-dia, porque é a hora em que a crosta se forma e o rodo entra, e o calor faz parte da explicação em vez de ser um incómodo por que pedir desculpa. O chapéu não é opcional. Em julho, flamingos nos talhos mais distantes quase todos os dias. De duas a dez pessoas, sete dias de aviso.

Com um artesão
Melides torneia barro há muito tempo e continua a torneá-lo — há rodas a trabalhar a 6 km do portão, com barro tirado no próprio concelho. A catorze quilómetros para o interior, alguém tece as esteiras de junco que estão no chão de todas as suites desta herdade, um facto que preferimos que ouça dela e não de nós.
O terceiro artesão é nosso. A sala do pão do LUMAR começa às cinco da manhã com um fermento natural alimentado trinta e seis horas antes, e o forno de lenha entra aos 280 °C e desce ao longo da cozedura até aos 230 °C. Saem seis pães às sete, hora a que chegam os primeiros hóspedes para o café, que é a única razão por que o padeiro se levanta às quatro.
- O barro é tirado no concelho de Melides; três peças torneadas, uma cozida
- A peça cozida segue por correio cerca de seis semanas depois, a nosso cargo, para qualquer lugar
- Uma esteira de junco de 600 × 400 mm leva cerca de quatro horas e vai consigo para casa
- A sala do pão é na herdade: fermento de 36 horas, forno a 280 °C, seis pães às 07:00
Mãos no Barro de Melides
Meio dia numa roda a trabalhar, com uma oleira que vende o que faz, em barro do concelho. Três peças torneadas, a melhor delas aparada, vidrada, cozida e enviada por correio cerca de seis semanas depois. De uma a quatro pessoas, dez dias de aviso. Não em agosto, porque a olaria fecha.
A Sala do Pão às Cinco
Cinco da manhã na sala do pão do LUMAR: o fermento alimentado às cinco da tarde anterior, a tendedura, o forno a 280 °C e o seu próprio pão a sair às sete. Pequeno-almoço depois, ao balcão, já merecido. De uma a seis pessoas, 48 horas de aviso.
Junco, Cana e o Chão Onde Pisa
A tecedeira que faz as esteiras de junco que estão em todas as suites desta herdade, à sua própria mesa, com os juncos que ela corta na margem da lagoa no fim do verão. Uma esteira de 600 × 400 mm, cerca de quatro horas, sua para levar. De uma a cinco pessoas, sete dias de aviso.
O programa completo
Catorze experiências, comparadas
Duração, número de pessoas, época, o aviso de que precisamos e o preço indicativo por pessoa. Filtre por uma palavra, um mês ou um número.
| Experiência | Onde | Duração | Pessoas | Época | Aviso | Desde, por pessoa |
|---|---|---|---|---|---|---|
| A Travessia da Duna | Na herdade | 2 h 30 | 1–10 | Todo o ano, duas vezes por dia | Até às 20:00 da véspera | Incluída |
| Rastos Antes do Pequeno-Almoço | Na herdade | 75 min | 2–8 | Todo o ano | 48 horas | 45 € |
| A Manhã do Pinhão | Na herdade | 2 h | 2–10 | De dezembro a março | 72 horas | 60 € |
| Céu Noturno desde A Crista | Na herdade | 90 min | 2–12 | De setembro a abril | 48 horas | 70 € |
| A Lagoa em Água Lisa | Lagoa de Melides, 7 km | 2 h | 1–8 | De abril a outubro | 24 horas | 85 € |
| Beach Break às Primeiras Luzes | Praia da Aberta Nova, 9 km | 2 h | 1–6 | Todo o ano | 24 horas | 95 € |
| A Chata das Ostras | Viveiros do Sado, 38 km | 3 h | 2–8 | De outubro a abril | 5 dias | 150 € |
| Os Roazes do Sado | Estuário do Sado, 38 km | 4 h | 2–10 | Todo o ano, melhor de maio a setembro | 5 dias | 190 € |
| Arroz, Areia e Água | Comporta, 22 km | 3 h | 2–10 | Abril e fim de setembro | 5 dias | 95 € |
| A Tirada da Cortiça | Montado perto de Grândola, 18 km | 3 h | 2–12 | De meados de maio ao fim de agosto | 7 dias | 110 € |
| As Salinas ao Meio-Dia | Alto Sado, 46 km | 2,5 h | 2–10 | De junho a setembro | 7 dias | 85 € |
| A Sala do Pão às Cinco | Na herdade, LUMAR | 2,5 h | 1–6 | Todo o ano | 48 horas | 95 € |
| Junco, Cana e o Chão Onde Pisa | Interior, 14 km | 3 h | 1–5 | De março a novembro | 7 dias | 75 € |
| Mãos no Barro de Melides | Melides, 6 km | 4 h | 1–4 | Todo o ano exceto agosto | 10 dias | 220 € |
Os preços são indicativos, por pessoa, e incluem o serviço, o transporte onde ele existe e tudo o que lhe é entregue no dia. A coluna do aviso é um mínimo e não uma recomendação: a tirada da cortiça e as salinas dependem da semana de trabalho de outras pessoas, e sete dias é o tempo que leva a pedir-lhes. Quatro das catorze são conduzidas pelas pessoas da própria herdade, e essas quatro não levam qualquer margem.
Prático
Cinco coisas que vale a pena saber antes de reservar
Pelo planeador de estadia no momento da reserva, por email para [email protected] em qualquer momento depois disso, ou na receção no próprio dia, para tudo aquilo cujo prazo de aviso ainda dê.
O lugar é confirmado por escrito, com o ponto de encontro, a hora e o que levar. Nada é cobrado antes de a experiência acontecer, e vai para a conta do alojamento.
As quatro experiências na água são decididas pelo arrais ou pelo instrutor até às 18:00 da véspera, pela previsão e não pelo otimismo. A travessia faz-se com qualquer tempo que não seja tempestade, porque a duna é mais interessante com mau tempo.
Um cancelamento é reembolsado na totalidade no mesmo dia. Não há nada a reclamar nem ninguém a quem andar atrás, e propomos a próxima janela possível antes de nos ser pedido.
A quase tudo, com idades definidas pela atividade e não por uma política: os roazes a partir dos 6 com colete de flutuação, surf a partir dos 8, barro a partir dos 8, a lagoa a partir dos 10, a travessia da duna a partir dos 10, a tirada da cortiça a partir dos 12.
A sala do pão aceita crianças de qualquer idade que se levantem às quatro e meia, que são menos do que os pais esperam.
A Travessia da Duna, duas vezes por dia, todos os dias. Os quatro percursos de corrida medidos na herdade e as respetivas notas de trajeto. Tudo o mais nesta página é cobrado pelo valor indicativo da tabela.
O serviço está incluído em todos os valores, aqui e em todo o resto deste site, e no fim de nada é acrescentada uma taxa de serviço.
Quatro são nossas: a travessia, o rastreio, o pinhão e a sala do pão. As outras dez pertencem a quem faz aquilo para viver — um arrais, dois instrutores de surf, um ostreicultor, dois tiradores de cortiça, um arrozeiro, um salineiro, uma oleira e uma tecedeira.
Nós marcamos, levamos os hóspedes e pagamos-lhes o preço deles. Não lhes pedimos que mudem o que estão a fazer para que isto se leia melhor.

Durante sete meses do ano o Atlântico está a 15 °C
É por isso que a herdade tem nove corpos de água e 1 715 m² de superfície, uma piscina termal mantida entre 34 e 36 °C todo o ano e uma piscina de imersão a 12 °C para quem tenha saudades do mar. O programa desta página é o que se faz entre banhos.