Dunara
Um pavilhão de praia aberto dos lados, com estrutura de madeira e cobertura ripada, mesas de carvalho branqueado, estores de lona a meia altura, uma grelha a lenha acesa e, ao fundo, dunas e mar.

Restauração · BRASA

Almoço com os pés na areia

Oitenta e seis lugares sob uma cobertura ripada de pinho, ao pé do cordão dunar do lado do mar, a 140 m da linha de água. O lume acende-se às 09:30 e já está a cozinhar às 11:15.

Lugares
86
Almoço
Todos os dias, 12:30–16:00
Jantar
Qui–dom, 19:00–22:30
Lenha
Azinho

A sala

Um lume de 3,6 m e mais nenhum calor

O BRASA é uma estrutura de madeira sobre chão de areia, com uma grelha ao longo de um dos lados. A cozinha trabalha sobre brasa e sobre mais nada — não há rede de gás no edifício, porque não há gás deste lado do cordão dunar.

A grelha é uma barra de 3,6 m sobre um tabuleiro que sobe e desce a quatro alturas, de 120 a 480 mm acima das brasas. O azinho queima-se numa caixa separada durante cerca de 100 minutos, até ficar brasa sem uma chama que reste, e só depois vai à pá para debaixo das barras; num dia inteiro de serviço a cozinha gasta cerca de 65 kg de lenha. Diretamente sob as barras, na posição mais baixa, mede-se 480 °C — é por isso que um peixe de 1,2 kg leva onze minutos e um prato de gambas leva noventa segundos.

A sala senta 86 pessoas em vinte e uma mesas — dezanove de quatro e duas de cinco — em carvalho branqueado, com o chão deixado em areia e rastelado todas as manhãs antes de se montar a bancada de gelo. A cobertura é um ripado de pinho-bravo com 60 mm de intervalo, que ao meio-dia de julho põe metade da mesa à sombra e vai deslocando essa sombra pelos pratos enquanto se come. Catorze guarda-sóis de lona cobrem a fila do lado do mar.

Fica a quatro minutos a pé dos pavilhões: 740 m, dos quais 210 m de passadiço sobre a duna, e um buggy faz o percurso a cada dez minutos, das 12:00 até ao fim do serviço, para quem preferir não andar na areia.

Uma praia atlântica imensa e deserta na costa alentejana à hora dourada, vista de uma duna coberta de estorno, areia molhada a perder de vista, rebentação baixa, ninguém na areia.

A bancada de gelo

O que a cozinha compra de facto

O peixe compra-se de manhã em Sines, 32 km costa abaixo, e em Setúbal, 55 km a norte, conforme o que os barcos desembarcaram. Chega ao pavilhão em gelo às 10:40, a bancada monta-se às 11:00 e o quadro é escrito nesse mesmo momento — razão pela qual esta página pode dizer como se cozinha o peixe, mas não que peixe lá estará.

O que se repete: robalo e dourada entre 600 g e 1,4 kg; sargo, a melhor relação da bancada e o que a cozinha recomenda para duas pessoas; carapau em pleno verão, três no espeto; cavala na primavera; choco e polvo todo o ano; lingueirão depois de uma maré viva; e gamba da costa dos barcos locais, tão doce que sal e grelha são a receita completa.

Escolhe-se no gelo, o peixe é pesado à sua frente e vende-se a 11,50 € por 100 g — escamado, grelhado inteiro numa grelha de mão e trinchado à mesa, se assim o quiser. Nada da bancada do almoço passa para a frente: é desfeita às 16:00 e o jantar, nas quatro noites em que há jantar, começa numa nova.

  • Desembarcado em Sines (32 km a sul) e em Setúbal (55 km a norte), comprado na mesma manhã
  • Bancada de gelo montada às 11:00; o quadro escreve-se nessa hora, não na noite anterior
  • Peixe inteiro a 11,50 € por 100 g, indicativo — um sargo de 1,2 kg dá para dois
  • Peixe entre 600 g e 2,4 kg; os grandes vendem-se para a mesa
  • O gelo do almoço é desfeito às 16:00; o jantar começa numa bancada nova
Ao peso
11,50 € / 100 g
Portos
Sines, Setúbal

A carta

Servida nos dois serviços. Os preços são indicativos e em euros, o serviço está incluído, e a secção do peixe depende inteiramente do que está no gelo nesse dia.

Ou, mais simples

A mesa de três pratos

O almoço e o jantar também podem ser tomados como três pratos escolhidos da mesma carta, a um preço único. Escolha um de cada e a cozinha fica a saber o que o lume tem de fazer antes sequer de se sentar.

1Para começar

Servido enquanto o lume trabalha. Um por pessoa.

2Das brasas

Tudo neste prato passa pelo lume de 3,6 m e por mais lado nenhum.

3Para terminar

Serviço

Horas, dias e o que a cozinha está a fazer em cada um deles.
ServiçoDiasHorárioO que está no lume
AlmoçoTodos os dias12:30–16:00, último pedido às 15:30A carta completa e o peixe inteiro da bancada de gelo montada às 11:00
TardeTodos os dias16:00–18:00Café, pastéis de nata do tabuleiro das 17:00, gelado de pinheiro — apenas ao balcão
JantarDe quinta a domingo19:00–22:30, último pedido às 21:45A carta completa, uma bancada de gelo nova e o segundo lume aceso para a costela

86 lugares. Ao almoço aceitam-se clientes sem reserva e costuma haver lugar antes das 13:00 e depois das 14:30; o jantar são quatro serviços por semana e é melhor reservar. A grelha apaga-se entre as 16:00 e as 18:00 enquanto as brasas se refazem.

Um caminho de areia por entre pinheiros-mansos, luz salpicada no chão, estevas e rosmaninho nas margens, um muro baixo caiado a curvar e a afastar-se.

A descida

740 m, dos quais 210 m de passadiço

O caminho sai do pátio de chegada entre dois pinheiros, segue 530 m na areia sob o coberto das árvores, sobe depois o cordão em 210 m de passadiço de madeira e desce ao restaurante do lado do mar. A maioria das pessoas leva cerca de nove minutos, e é o melhor argumento para almoçar no BRASA e não noutro sítio qualquer da herdade.

O passadiço tem 1,6 m de largura, corrimão contínuo e uma inclinação de 1:20, pelo que leva uma cadeira de rodas ou um carrinho de bebé sem ajuda; o buggy faz o mesmo percurso a cada dez minutos a partir das 12:00 e para em qualquer ponto dele. Toalhas e um chuveiro de enxaguar ficam do lado do restaurante, porque a maioria das pessoas chega ao almoço diretamente da praia e deixa a areia onde ela deve ficar.

  • 740 m desde o pátio de chegada, cerca de nove minutos
  • 210 m de passadiço, 1,6 m de largura, 1:20, corrimão em ambos os lados
  • Buggy a cada dez minutos, das 12:00 ao fim do serviço
  • Chuveiro de enxaguar e toalhas do lado do restaurante

Na prática

Um terraço comprido ao anoitecer: bancos baixos de estuque com almofadas cor de aveia, lanternas de bronze no parapeito, oliveiras em floreiras de pedra, a piscina iluminada em baixo e o mar escuro ao fundo.

O almoço é todos os dias. O jantar é de quinta a domingo.

Ao almoço entra-se sem reserva; ou reserve o melhor peixe da bancada de gelo antes de ele lá estar. Para ter a sala só para si, o balcão de eventos abre o BRASA nas três noites em que a cozinha está, de outro modo, apagada.